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Exposição com obras inspiradas na arquitetura modernista

Jean-François Rauzier, especialista em hiperfotos, apresenta exposição com obras inspiradas na arquitetura modernista.

Por Diana Leiko
Fotos: Alan Santos

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O Museu Nacional da República recebe, até 5 de junho, a exposição Hiperfotos-Brasília. O renomado fotografo francês Jean François Rauzier, criador da técnica de hiperfotografias, apresenta ao público 30 imagens e um site específico produzido especialmente para esta exposição.

A mostra traz os mais recentes resultados da técnica autoral, desenvolvida desde 2002, e a ruptura com detalhes tão presentes em sua obra, que tem grande influência cubista, com o mosaico, o surrealismo, o barroco, além da escultura bidimensional. “Rauzier foi tomado pelo construtivismo de Brasília, seu minimalismo, o branco puro dos edifícios mal esquentados por uma luz dourada ímpar. Todos estes elementos característicos acabaram por levar o artista em outras direções”, analisa Marc Pottier, curador das exposições no Brasil.

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O método autoral difundido mundialmente mostra a capacidade do artista em maximizar as formas capitadas, readequando o processo de colagem e impressão entre o macro e o micro, o virtual e o real, além das perspectivas imagéticas. A abordagem permite uma mostra original, pautada na excepcionalidade das cidades e suas correlações com as paisagens e outros temas.

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“A obra de Jean-François sobre Brasília se torna totalmente cubista, ignorando qualquer floreio e jogando com as massas como ele nunca havia feito antes. A estética é privilegiada em detrimento da segurança, como é o caso da famosa escada helicoidal do Palácio do Itamaraty”, complementa Pottier.

Ainda de acordo com ele, o trabalho se tornou, então, verdadeiramente arquitetônico. Mas com pequenos toques o artista buscou reencontrar seu universo onírico ao introduzir, como sombras, certos detalhes das obras penduradas nas paredes dos palácios governamentais que ele pôde visitar.

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“O fotógrafo foi também surpreendido pela onipresença de uma natureza perfeitamente domada, que oferece uma situação insólita em uma cidade de esplanadas e eixos viários onde é difícil caminhar. Ele constatou que os principais pedestres são frequentemente os jardineiros, guardiões dos locais, conservando os desenhos de Burle-Marx. Eles, inclusive, estão presentes nesta exposição em um grande afresco mural”, finaliza.

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